sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O jardim do Inferno


“Ana prendeu o instante entre os dedos antes que ele nunca mais fosse seu.” C.L.

Minha íntima desordem sucumbiu Clarice...

Finalmente funcional normal.

Esse passionalismo sem razão engolido pelas feras, pêndulo que rola.

Lânguida, rezo na luz pálida da noite cambaleante do desamor

Fingimento aflora; da escrita me desabrocha, mas o sol em mim transborda...

O jardim dele é tão bonito que me faz temer o inferno,

Ao longe/serva/dele/erva/nele/seiva/adensa/a fera.

A primazia da luz enrubesce; cega a solidão, que iludida, irrompe sentir gozo e lascívia,

Nessa jaula de gorilas- meu circo de veleidades...

Pretenso tempo enjaula sintonia/Colossal semblante em devaneio,

Puxa novelo de lã/gato ronrona/toca os pés da estátua e a luz se apaga.

Minha íntima melancolia vagueia sombra do meu amor Clarice...

Descompasso senil serra olhos, sussurra dor,

Cada passo cadafalso, no encalço desabafo,

Explodo em palavras, sem sentido, estilhaço a tormenta do meu céu de ilusões.

Cada estrela um sonho louco, teia densa salienta

A loucura desse inferno em conjunção,

Prolonga/teia/vazia/ceia/ oculta/seda/lascívia/cheia/desejo/anseia.

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