quarta-feira, 14 de março de 2007

tudo em vão?

Acordei com esta sensação, a de que preciso de uma nova estação ou de um mundo novo, me reinventar talvez para outras esferas de pensamento, mas enfim... nada acontece só o de sempre, este medo vago e indefinido de tantas auroras perdidas, e de todos os "se" que por min passaram.

A irrupção da Lady Lázaro

Um novo dia recomeça, e com ele todas as falsas esperanças...

Para além de toda a imensidão dos muros, um novo mundo se recria.

Um medo vago e indefinido, uma glória de fanfarrões,

Um paraíso perdido em meio à multidão.

Em favor da vida as potências irrompem através da partícula espaço-tempo,

Um pequeno farfalhar de asas ao redor de casa,

Uma lady lázaro em meio aos monstros malignos,

Uma pequena luz e um sorriso,

Entre canções vagas e gemidos.

Tremeluzindo devagar se sente o vapor da dor,

Do medo, do rancor...

Um entardecer de despedidas,

Das minhas falsas ilusões,

Um passo a angst, uma vida perdida,

Uma viagem do viandante em meio aos vilipêndios,

Da torrente turbulenta em meio aos detritos,

De uma lady lázaro a se decompor.

W.O.


Um comentário:

Renata disse...

Amei..ta muito lindo seu blog!!

Esse poema é tudo!!!